Trabalhadores do MAA em Santa Catarina exigem criação de portaria que beneficie a carreira profissional dos mesmos

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Os trabalhadores afectos à Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente nos concelhos de Santa Catarina e São Salvador do Mundo manifestaram-se hoje em Assomada, exigindo a criação de uma portaria que beneficie a carreira profissional dos mesmos.

De cartazes em punho, funcionários do Ministério da Agricultura e Ambiente da delegação de Santa Catarina e São Salvador do Mundo saíram hoje às ruas, demonstrando descontentamento ao que consideram ser “maldade” por parte do Governo e do Ministério a eles afecto.

À Inforpress, a vice-presidente do Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), Francisco Cardoso, considerou “injusta” a não reclassificação dos funcionários que há mais de 30 anos trabalharam “arduamente” e não progrediram na carreira.

“Consideramos uma injustiça do Ministério e do Governo… A precariedade do contrato é a má atitude do Governo que não trabalhou para que estes trabalhadores mudassem de categorias, quando a lei diz que todos os trabalhadores, que têm cinco anos a trabalhar, devem ser considerados como de quadro definitivo”, sublinhou.

O técnico de Agricultura na delegação de Santa Catarina José Cabral acusou o Ministério de Agricultura de agir de forma “maldosa” e vai mais longe dizendo que caso as revindicações não forem acudidas, os trabalhadores vão partir para outras formas de luta, inclusive a apresentação formal de uma queixa em Tribunal.

“A reclassificação não foi feita, por pura maldade, não há outra justificação, há dinheiro disponível no orçamento há mais de um ano”, lamentou o técnico.

Os manifestantes exigiram mais “respeito, cumprimentos dos direitos laborais, crescimento económico” para todos e a criação da portaria que beneficie carreiras dos trabalhadores.

A adesão dos trabalhadores à manifestação, segundo o sindicalista, foi de 52 por cento (%).

Opinião