Santantonenses acreditam na lei do álcool mas consideram que os resultados vão depender da fiscalização

Santantonenses acreditam na lei do álcool mas consideram que os resultados vão depender da fiscalização

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A lei do álcool entra, a partir deste sábado, em vigor e as expectativas dos santantonenses quanto à sua aplicabilidade e eficácia são muitas, numa ilha onde o combate ao alcoolismo, já considerado um problema de saúde pública, constitui um dos principais desafios das autoridades.

Santo Antão, segundo dados oficiais, está entre as ilhas com maior consumo do álcool  em Cabo Verde, estimado em 17 litros/ano, por pessoa, em média, com o ponche a figurar-se entre a bebida mais consumida, seguido pela aguardente e o vinho. Santo Antão está, entretanto, abaixo da média nacional, que ultrapassa os 20 litros/ano, por pessoa.

O alcoolismo está, de facto, entre os principais desafios para as autoridades de saúde em Santo Antão, ilha com um “padrão de consumo muito elevado” e onde os problemas derivados do consumo abusivo do álcool preenchem 20% dos internamentos nos serviços de saúde.

Segundo as estruturas de saúde, o alcoolismo aparece como sendo uma das principais causas que levam as pessoas a procurarem os serviços de saúde em todos os concelhos desta ilha.

As câmaras municiais têm estado, também, a alertar para o facto de o fenómeno de alcoolismo estar a causar “problemas sérios e graves”, sobretudo no seio dos jovens, com vários óbitos já registados.

Por isso, os santantonenses não têm dúvidas de que a lei do álcool vai contribuir para atenuar esse mal, que afecta sobretudo os jovens, mas acreditam que o sucesso dessa lei estará a depender da fiscalização.

O problema de alcoolismo, que é de cariz nacional, não pode, porém, ser relacionado somente com o consumo de aguardente, segundo algumas pessoas com quem conversamos, que lembram que “grandes quantidades” de bebidas alcoólicas, muitas das quais de má qualidade, como vinhos e whiskies, entra no pais, constantemente.

Os autarcas estão, também, esperançados em que a lei do álcool permitirá às autoridades agirem melhor a nível de fiscalização, segundo o edil do Paul, António Aleixo, para quem essa lei dá “grande satisfação e facilitará o trabalho da fiscalização”, por parte dos municípios.

O pároco do Porto Novo, José Pires, tem sido uma das personalidades que mais têm vindo a alertar para o problema de alcoolismo neste município, que pode, a seu ver, comprometer o futuro da sociedade, particularmente dos jovens.

Segundo o padre, já se nota neste concelho “alguns riscos sociais” que comprometem o futuro dos jovens, alertando que o problema do alcoolismo, que atinge “contornos preocupantes” no Porto Novo, tem sido, igualmente, responsável pela destruição de muitas famílias.

Acredita, também, que a lei do álcool vai contribuir para a protecção das famílias e da saúde pública, pelo que é necessário educar as pessoas para o cumprimento daquilo que esta legislação propõe.

O pároco do Porto Novo propôs a realização de uma campanha de educação da sociedade, no quadro da implementação da lei do álcool, defendendo a necessidade das autoridades sanitárias e municipais, em parceria com outras instituições, promoverem acções de informação e educação das pessoas sobre essa lei, que, a seu ver, visa o “nosso bem”.

A Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas (CCAD) exortou, recentemente, as câmaras municipais de Santo Antão a desencadearam campanhas de divulgação desta lei nas comunidades para possibilitar às populações a conhecerem esta legislação “pensada para proteger a saúde das pessoas”.

A lei do álcool, aprovada por unanimidade pelo parlamento, surgiu no âmbito do plano multi-sectorial ligado ao alcoolismo em Cabo Verde e tem por objectivos a protecção da saúde pública e das famílias.

Saliente-se que plano de desenvolvimento sanitário de Santo Antão (2017/2021) prevê a criação nesta ilha de um centro de recuperação para doentes com problemas de alcoolismo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de três milhões de pessoas morrem, por ano, em todo o mundo, de doenças provocadas, directa ou indirectamente, pelo consumo exagerado do álcool.

Em Cabo Verde, onde o consumo por pessoa anda à volta dos 20,2 litros/ano, são registados, em média, 63 óbitos por ano, devido ao alcoolismo.

 


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