Praia: Mais de 500 pessoas inscritas no concurso Casa Para Todos

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Mais de quinhentas pessoas inscritas para as 309 habitações sociais da programa Casa Para Todos. Essas habitações da classe A construídas há cerca de quatro anos nos bairros de São Pedro /Latada e Achada Limpo serão direcionadas as pessoas que não têm acesso a uma habitação, ou que vive uma situação precária.

Conforme afirmou a responsável do pelouro de Acção Social, Género, Educação-Pré-Escolar e Habitação da Câmara Municipal da Praia, o sistema de atribuição via concurso que termina no dia 12 de Dezembro é o “mais justo”.

O concurso teve início no passado dia 29 de Outubro e está tendo forte aderência dos candidatos, na sua maioria mulheres chefes de famílias, conforme constatou o Santo Antão News junto a área de accão social da Câmara Municipal da Praia localizada no espaço “Parque 5 de Julho”.

Nesta perspetiva o Santo Antão News foi a rua ouvir algumas pessoas sobre esse concurso, onde pode constatar a indignação das pessoas em relação a quantidade de documentos exigidos e os custos aderentes.

“Essa é a terceira vez que candidato nesse programa, antes era só entregar o meu documento e dos meus filhos e nunca consegui. Gastei quase 5mil escudos para poder ter todos os documentos exigidos. Espero que dessa vez ao fazerem seleção o meu nome esteja no meio dos finalistas” diz esperançosa a moradora do bairro de Lém-ferreira, Jaqueline Semedo.

A entrevistada acrescenta que não trabalha e mora com a avó numa casa com um cómodo que mal dá para viver seis pessoas, eis o grande motivo da sua candidatura.

“Eu não sou da cidade da Praia vivo aqui há pouco tempo, no bairro da Várzea, vim a procura de emprego, sou de Santa Cruz, interior da ilha de Santiago, mesmo assim estou inscrevendo no concurso. Só que tenho um pouco de medo de não ser selecionada por vivo há menos de 10 anos nesse conselho, sendo que um dos critérios é ter pelo menos 10 anos a viver na Praia. Mais como já gastei quase 4 mil escudos vou correr esse risco, garante Cleidy Ferreira.

Já Fátima Cardoso de Ponta D´Água disse que no início esteve com o pé atrás se ia ou não concorrer, ouviu muitas pessoas dizendo que gastaram muito dinheiro, mas fui por curiosidade, adquiri o formulário e não era bem assim. Fui tirar os documentos gastei em media três mil e oitocentos escudos (3.800$00), agora é esperar pela sorte”, espera Fátima.

A Vereadora Ednalva Cardoso avançou, que as rendas serão de acordo com o rendimento familiar e vão de 700 Escudos a 15 mil Escudos, e só podem candidatar-se famílias cujo rendimento não ultrapassa os 60 mil escudos mensal.

Será feita uma pré-seleção dos candidatos, onde serão seguidos o mesmo molde dos anos anteriores, que é através de um programa software e contará com presença de um representante do Ministério Publico para que aja o máximo de transparência possível.

No caso de empate será dada prioridade a pessoas com mobilidade reduzida, invisuais, e idosos com mais de 65 anos.

O programa “Casa para Todos” foi lançado em 2010 pelo Governo do PAICV, atualmente na oposição, financiado por uma linha de crédito de 200 milhões de euros, assinada com Portugal.

Ela abrange todo o país, previa reduzir o défice habitacional, mas registou vários problemas e, além da dívida da linha de crédito, acumulou dívidas em indemnizações e juros de mora às empresas construtoras.

Logo essa dívida será vencida em 2021, mas o Governo já propôs a Portugal um perdão ou sua renegociação, numa proposta que ainda está a ser analisada.

 

Paula Tavares-jornalista estagiária

 

 

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