Praia: “Cambistas“ continuam exercendo as atividades apesar da advertência do BCV

Praia: “Cambistas“ continuam exercendo as atividades apesar da advertência do BCV

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Os “cambistas” continuam exercendo actividade de troca de dinheiro nas ruas do Platô, cidade da Praia apesar da nova proibição do Banco de Cabo Verde.

Só pode exercer o comércio de câmbios quem estiver devidamente autorizado pelo Banco de Cabo Verde para o efeito. Aquele que exercer a actividade de comércio de câmbios sem estar autorizado está a cometer um ilícito contraordenacional e um crime, lê –se no comunicado do BCV publicado a 09 de Dezembro.

O cambista ilegal poderá ser sancionado com a perda a favor do Estado dos bens utilizados ou obtidos com actividade ilícita e coima de quinhentos mil escudos a cem milhões de escudos, ou de duzentos e cinquenta mil escudos a cinquenta milhões de escudos consoante seja aplicada a pessoa colectiva ou equiparada ou a pessoa singular e poderá ainda incorrer a uma pena de prisão de até três anos.

Os cambistas entrevistados pelo Santo Antão News dizem encontrar nesta actividade de troca de dinheiro, o sustento das suas famílias, por isso apelam soluções, caso contrário não pretendem abandonar a actividade.

O Amarildo que diz estar nesta actividade há cerca de oito meses adiantou a este digital que desconhece a proibição, mas assegura o Governo poderia arranjar outras soluções para estes pais de famílias, uma vez que não há emprego e a troca de dinheiro parece ser uma saída.

Outro cambista que não quis se identificar diz que o BCV deveria tomar pulso com os comerciantes chineses que fazem o comércio desenfreado e que também fazem troca de dinheiro.

Questionados sobre as coimas, os cambistas dizem não ter muita informação mas sabem que podem ser sancionados.

Porém a lei cambial de 23 de julho de 2018, diz “que qualquer um pode, livremente, adquirir e transportar consigo notas e moedas estrangeiras, independentemente do motivo e do montante. Deixaram de ser necessárias as autorizações a que, anteriormente, estavam sujeitas determinadas operações sobre o dinheiro estrangeiro”.

Opinião

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