Porto Novo: líder do PAICV disse que município nunca esteve tão mal servido em relação à distribuição de água

Porto Novo: líder do PAICV disse que município nunca esteve tão mal servido em relação à distribuição de água

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O primeiro secretário do PAICV no Porto Novo, em Santo Antão, reuniu hoje, a imprensa para denunciar que há seis meses, que muitas famílias estão sem água nas suas casas e estão a sobrevir graças à solidariedade dos vizinhos, afirmando que o município nunca esteve tão mal servido em relação à distribuição de água.

“Existem pessoas na cidade do Porto Novo que não vêem sinal do precioso líquido nas suas casas há cerca de seis meses, muitas famílias têm sobrevivido a essa penúria de água graças à solidariedade de vizinhos”, avançou Jairson Tavares.

O líder local do PAICV, intende que a gestão do precioso líquido no município é hoje tão deficitária que pessoas do centro da cidade já sentem saudades das sentinas municipais (chafarizes).

Entretanto, este responsável alerta que no interior do município, a situação é muito mais difícil, destacando o caso da localidade de Pascoal Alves, no Planalto Norte, com apenas nove famílias, tem passado por situação de penúria de água ao longo do ano.

“Como é possível uma câmara municipal não ter capacidade para dar respostas a uma comunidade com apenas 20 pessoas. Isso demonstra um total falhanço nos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o retrocesso incalculável no processo de desenvolvimento do município”, apontou Jairson Tavares.

Também o primeiro secretário do PAICV no Porto Novo criticou o estado do saneamento no concelho, dizendo que os trabalhadores que labutam incansavelmente para manter a cidade limpa continuarem a usufruir de um salário de apenas nove mil escudos mensais, sem direito à previdência social, a benefícios médicos e medicamentosos, em plena época pandemia.

“Estes profissionais continuam a colocar as suas vidas e das suas famílias em causa diariamente, trabalhando em condições indignas sem qualquer protecção, enquanto a edilidade continua a ignorá-los, a passar por cima da lei”, sublinhou, o líder lembrando que o emprego, neste município já teve melhores dias.

O representante do PAICV no Porto Novo entende que a actual equipa camarária, liderada por Aníbal Fonseca, deslumbrou-se com os resultados das eleições realizadas em Outubro de 2020, esquecendo-se da fragilidade do município e dos munícipes.

“O resultado está à vista de todos: um município estagnado, com famílias a passarem por grandes dificuldades, chegando ao ponto de trabalhadores passarem um ano e sete meses sem receber o seu salário”, notou o líder do partido.

À semelhança de Pascoal Alves, onde, a seu ver, a situação é triste e desumana, outras localidades sofrem também com os impactos da gestão municipal, alertando para o estado dos caminhos vicinais, que, avançou, carecem de intervenção urgente.

“Estamos perante uma câmara que tem pecado por improficiência e incapacidade diante das promessas feitas durante o período das campanhas, uma equipa sem visão e que não tem alternativa para um Porto Novo vindouro e sustentável”, disse Jairson Tavares, denunciando ainda a paralisação, “sem perspectivas de arranque”, das obras municipais.

Opinião