Porto Novo: líder do MpD reage as declarações do PAICV quando diz que concelho está mal servido em matéria de disponibilidade de água

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O coordenador do Movimento para a Democracia (MpD) no Porto Novo, Santo Antão, reagiu hoje dizendo ser falso quando o PAICV diz que este concelho está mal servido em matéria de disponibilidade de água para o abastecimento público.

“É falso, quando o PAICV diz que Porto Novo está mal servido em matéria de disponibilidade de água para o abastecimento público. Pois, nos últimos cinco anos, avultados investimentos foram realizados um pouco por todo o concelho”, notou Damião Medina, numa reacção às declarações do líder local do PAICV de que este município “nunca esteve tão mal servido em relação à distribuição de água”.

“É somente em algumas casas de bairros periféricos com cota mais alta, como Chã de Viúva, Chã de Galinheira, Chã de Matinho e Alto São Tomé”, esclareceu Damião Medina, avançando que a situação se deve a “questões técnicas ao nível de pressão na rede pública, que é obsoleta, de difícil resolução neste momento”, sublinha o líder local do partido.

O líder informou ainda que 500 famílias na cidade do Porto Novo e interior do município viram água ligada em suas casas e, no âmbito da implementação do Cadastro Social Único foram perdoadas dívidas com consumo de água a 817 famílias, num valor de quase seis mil contos.

Sendo assim o Serviço Autónomo de Água e Saneamento do Porto Novo,” diz estar ciente desta situação, e tem procedido a “intervenções frequentes na rede, por forma a aliviar a situação”, explicou Damião Medina, recordando que e a autarquia tem, também, ajudado, diariamente, os munícipes com água auto-transportada de forma gratuita.

O líder local do MpD manifestou solidariedade às pessoas pelos transtornos causados pelo déficit de água e assegurou que “até que haja uma solução definitiva ao problema, já à vista”, a câmara municipal e o serviço autónomo de água e saneamento estarão a executar “um plano” para melhorar as condições técnicas da rede, “permitindo que água possa chegar, com mais frequência, nas torneiras”.

“Os constrangimentos relativos ao abastecimento de água e à rede de esgoto na cidade do Porto Novo vão ficar, em breve e totalmente, resolvidos com o grande projecto de água e saneamento de Santo Antão, já em curso, orçado em cerca de um milhão de contos”, avançou este responsável.

Na cidade do Porto Novo, serão construídos 25 quilómetros de rede de água 3.500 ligações domiciliárias, um reservatório de abastecimento de água de 300 metros cúbicos, 12 quilómetros de rede esgotos, quartos de banho em todos os bairros e uma estação de tratamento de águas residuais, afirmou.

Em relação ao abastecimento de água no Planalto Norte, o representante do MpD informou que a Câmara e a delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente abastecem, diariamente, a várias comunidades, incluindo Pascoal Alves, com água auto-transportada.

Adiantou ainda que nesse planalto, está em curso o projecto “Nô Crê Água” (queremos água), avaliado em 82 mil contos que vai resolver “de vez” o problema de água potável nessa localidade, beneficiando 700 pessoas de todas as comunidades, segundo Damião Medina.

“Foi graças a actual gestão camarária, em parceria com o Governo e organizações não-governamentais que um pacote de investimentos importantes em todas as áreas vem sendo realizado, que ronda os 200 mil contos”, destacou.

Em relação à actividade sócio-económica do município, o líder entende que “o PAICV não pode, de forma alguma, ignorar o efeito desastroso da covid-19”, garantindo que algumas obras municipais e do Governo estão a decorrer, promovendo 400 postos de trabalho.

Sobre o salário de funcionários do saneamento, o líder do MpD esclarece que a lei que fixa o salário mínimo nacional diz de forma clara que são precisas oito horas diárias de trabalho para se poder usufruir do salário mínimo de 13 mil escudos.

Daí que as pessoas que prestam menos de oito horas de serviço, como é o caso de muitos colaboradores da autarquia, a lei fixa a fórmula de cálculo de retribuição mínima horária garantida e sem direito à previdência social aclarou este político, para quem “não é verdade que há salários em atraso em mais de um ano”.

 

Opinião