Pelo menos 20 famílias em situação de extrema vulnerabilidade devido ao desemprego

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Pelo menos 20 famílias na Ribeira dos Bodes, no interior do município do Porto Novo, em Santo Antão, estão a enfrentar uma situação de extrema vulnerabilidade devido ao desemprego que atinge essa comunidade, alerta o representante dessa zona.

Henrique da Luz chamou atenção para o facto da ausência do emprego público nessa localidade estar a afectar, pelo menos, duas dezenas de famílias, cuja sobrevivência depende, “quase exclusivamente”, das frentes de trabalho.

A agricultura tem conhecido algum incremento na Ribeira dos Bodes, abarcando “dezenas de famílias”, mas “muitos” agregados familiares continuam a depender do emprego público para conseguir algum rendimento, explicou Henrique da Luz, a Inforpress, segundo o qual são pessoas que não têm “um pedaço de terra para cultivar”.

Outra situação que preocupa a comunidade da Ribeira dos Bodes prende-se com o facto de “muitas famílias” habitarem em habitações degradadas, com tectos que colocam em risco a vida das pessoas.

Com a aproximação do período das chuvas, muitas famílias têm estado a apelar à edilidade porto-novense para a necessidade de as apoiar a substituir o tecto das suas casas, que ameaçam cair, uma preocupação partilhada pela porta-voz da comunidade, enaltecendo, todavia, o facto de alguns agregados familiares da Ribeira dos Bodes terem sido já apoiadas.

A mesma fonte reconhece que, apesar dos apoios já concedidos pela Câmara Municipal do Porto Novo na melhoria habitacional nessa zona, muitas famílias locais esperam, ainda, ser contempladas com o programa de recuperação habitacional, em curso no município do Porto Novo.

Dados avançados pela câmara municipal mostram que, nos últimos quatro anos, foram reabilitadas mais de um milhar de habitações, prevendo-se, ao longo deste ano de 2021, recuperar, pelo menos, mais 250 moradias, num investimento de quase 30 mil contos, co-financiado pelo Governo e pelo município.

Segundo o perfil habitacional do Porto Novo, pelo menos, três mil famílias vivem em condições precárias neste concelho, com as suas respectivas habitações a evidenciarem problemas sérios de estruturas e sem instalações sanitárias.

Opinião