Paulino Dias considerou não ser impossível que Cabo Verde venha a crescer a 7%, nos próximos anos

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De acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde cresceu 6,2%, no segundo trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2018.

Instado, pelo Santo Antão News, a comentar as estatísticas económicas divulgadas, nos últimos dias, pelo INE, aquele economista considerou não ser impossível que Cabo Verde venha crescer ao ritmo de 7%, nos próximos anos, defendendo, contudo, é preciso acelerar o passo nas reformas estruturais que são muito importantes para atrair o investimento privado de forma sustentável.

Inicialmente a posição deste especialista da PDConsult é que seria muito difícil alcançar uma taxa média de crescimento de 7% ao longo do mandato do atual Governo, como se prometera no início.

Acreditando que o país tinha passado recentemente por períodos de crescimento muito reduzidos (média de 1% ao ano), “o contexto externo não era muito favorável, a capacidade de endividamento do Estado para alavancar investimentos públicos estava no limite e o ambiente de negócios continuava desafiador para o investimento privado”, fundamenta o economista.

Com dinâmica de crescimento nos 02 últimos anos sugere que não é impossível que Cabo Verde venha a crescer a 7% ou mais em algum ou alguns dos próximos anos. Para isso, contudo, considera necessário acelerar o passo em reformas estruturais que “são muito importantes para atrair o investimento privado de forma sustentável, durável no tempo e distribuído por todo o território nacional”.

A seu ver essas reformas têm que ter como objetivos centrais a promoção e facilitação do alargamento e acesso a mercados e, em segundo lugar, deve apostar na melhoria do ambiente de negócios nos aspetos que constituem obstáculos à viabilidade e competitividade das empresas.

“Por mercados refiro-me concretamente ao mercado dos consumidores locais em todo o território nacional (o que implica sistemas de transporte inter-ilhas eficientes e de baixo custo), ao mercado dito “turístico”, ao mercado das compras públicas e ao mercado de exportações”, salienta esse especialista.

No que toca ao ambiente de negócios, insta Paulino Dias, que a reforma e modernização da administração pública no sentido de uma maior desconcentração, eficiência, celeridade e transparência parece ser uma grande prioridade, assim como investimentos na formação e na capacitação da nossa mão-de-obra, para que ela possa ser efetivamente uma mão-de-obra capaz de desenvolver produtos e serviços para o mercado global e de integrar-se em empresas também globais.

Opinião

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