PAICV pede esclarecimento sobre alegado envolvimento de ministro da Administração Interna em “operação criminosa”

PAICV pede esclarecimento sobre alegado envolvimento de ministro da Administração Interna em “operação criminosa”

Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on email
Email

O PAICV responsabilizou hoje o Governo pelo aumento da criminalidade em Cabo Verde e pediu o pronunciamento do executivo sobre o alegado envolvimento do ministro da Administração Interna numa operação criminosa. Declaração feita pelo deputado nacional do PAICV, Denis Lobo Almeida, durante a primeira sessão plenária do ano 2022, onde acrescentou que a garantia da segurança e o exercício de todas as liberdades e promoção da justiça social são tarefas fundamentais do Estado.

“O comum dos cidadãos cabo-verdianos sente-se inseguro, tem medo de exercer a sua mais básica liberdade de ‘ir e vir’ e enclausura-se dentro da própria residência, temendo ser assaltado, perder seu património e ou, pior, ver a sua integridade física agredida ou a sua vida ceifada”, apontou, realçando que as notícias veiculadas nos órgãos da comunicação e redes sociais confirmam que há um recrudescer da insegurança no país.

Acusou o Governo de não conseguir implementar políticas públicas para a prevenção primária na perspetiva de evitar que as pessoas sejam capturadas pelas teias da criminalidade, e nem têm definido verdadeiras políticas de reinserção social de sorte a prevenir a reincidência. Acrescentando ainda que a instabilidade, a insatisfação e a desmotivação existentes atualmente no seio da corporação da Polícia Nacional, não contribuem para a devida execução da política de segurança pública, exigindo neste sentido, a adopção imediata de medidas no sentido de repor a paz e a motivação no seio da Polícia Nacional.

“Sendo estes fatos públicos e recaindo sobre os mesmos, instrução criminal, ainda que o sr. Ministro da Administração Interna não esteja a ser investigado e nem seja arguido, deve, enquanto alto titular de cargo político, que dirige o sector da segurança interna e dirige um órgão de polícia criminal, romper o silêncio e prestar todos os esclarecimentos que o caso requer”, concluiu afirmando que o Governo, através do primeiro-ministro tem também o dever de se pronunciar sobre este assunto.

Em sua defesa o líder da bancada do Movimento para a Democracia, João Gomes, desvalorizou a declaração politica do grupo parlamentar do PAICV, acusando o mesmo de basear a sua declaração em boatos e notícias publicadas por pseudo-jornais. Esclarecendo que o alegado envolvimento do ministro Paulo Rocha numa operação supostamente planeada e executada fora dos cânones legais, que desembocou na morte de uma pessoa, lembrou o deputado, aconteceu num período em que o MpD nem sequer era Governo.

“Já assistimos várias vezes neste parlamento em que o PAICV escolheu um membro do Governo para atacar e quando não tem factos inventa-os, portanto para o grupo parlamentar e o PAICV é fundamental atacar o Governo”, acusou.

Quanto à instabilidade e falta de motivação no seio da PN devido a falta de promoções na carreira, disse que não há condições para a exigência de promoções para nenhuma classe laboral, salientando que a prioridade do Governo é criar condições laborais que permitam à Polícia Nacional desempenhar a sua função da melhor forma possível.

já o deputado da UCID lembrou que a segurança é sempre tema que gera preocupações, defendendo a necessidade de criação e adopção de melhores medidas na promoção de um ambiente seguro e tranquilo. Reconheceu o esforço que o Governo tem feito na promoção e garantia da segurança em Cabo Verde, tendo, no entanto, frisado que nem sempre as medidas tem sido efetivas e conseguido dar respostas aos desafios que o País enfrenta nesta matéria.

Opinião