Munícipes querem engajamento de investidores nacionais na cimenteira local

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Os porto-novenses desejam que os investidores nacionais sejam incentivados a investirem nas pozolanas no concelho do Porto Novo, em Santo Antão, numa altura em que já há, pelo menos, dois investidores estrangeiros interessados nesta indústria.

Os munícipes têm estado a defender, sobretudo através das redes sociais, a necessidade de o Governo incentivar os privados nacionais a apostarem na redinamização da unidade de produção de cimento pozolânico no Porto Novo, encerrada desde 2013.

“Queremos que as pozolanas sejam, também, exploradas pelos empresários nacionais, para evitar o abandono, novamente, da cimenteira, que estava a ser explorada por um grupo de investidores italianos”, defende o munícipe Amílcar Lopes, partilhando a opinião de outras pessoas.

Para já, parecem mais interessados os investidores estrangeiros, um dos quais já esteve, em Junho, no município do Porto Novo para formalizar o interesse à câmara municipal e visitar as instalações da fábrica de cimento pozolânico, encerrada há, precisamente, oito anos.

Trata-se do grupo Mauritanienne de Construction e D’Equipement (MCE), da mauritânia,  que, nos princípios de Junho, enviou uma equipa de empresários a Santo Antão para, além de visitar as instalações da fábrica de cimento pozolânico, se encontrou ainda com o presidente da câmara do Porto Novo, Aníbal Fonseca, a quem manifestou “interesse” em investir nesta indústria.

Um grupo português já terá, também, manifestado interesse em investir na indústria cimenteira no concelho do Porto Novo.

O Governo tem em curso o processo negocial com a empresa Cabocem, proprietária da fábrica de cimento pozolânico do Porto Novo, a qual possui, desde 2005, com o Estado de Cabo Verde um contrato  de concessão da exploração das pozolanas, por um período de 25 anos.

O executivo pretende rescindir este contrato com a Cabocem, pertencente a um grupo de investidores italianos, para permitir escolher “um novo investidor” para a indústria cimenteira no Porto Novo, conforme anunciou, recentemente, o primeiro-ministro.

O dossiê está sob alçada do ministro das Finanças, que tem a autorização do Conselho de Ministros para “fechar” as negociações com a Cabocem, com vista a viabilizar o relançamento da indústria, com a entrada de “um investidor de referência”.

As reservas de pozolana,  concentradas sobretudo nas proximidades da cidade do Porto Novo (Brejo, Fundão, Ribeira Fria e Gamboesa),  estimam-se em dez milhões de toneladas.

Nos princípios da década de 90, o consórcio português Secil/Cimpor estava interessado na exploração da pozolana, tendo feito, nessa altura, um estudo que apontava para “um produto de grande qualidade”, interesse que, porém, não se concretizou.

Em 2005, o grupo italiano Turinvest instalou  uma unidade de produção na zona de Fundão, a cinco quilómetros da cidade do Porto Novo, num investimento de 500 mil contos, tendo proposto, na ocasião, produzir, anualmente, entre 80 e 100 mil toneladas de cimento pozolânico, além de derivados (telhas e outros).

Entretanto, a unidade foi encerrada oito anos depois, por alegadas dificuldades em se impor no mercado nacional.

A câmara municipal acredita que Porto Novo voltará a produzir cimento pozolânico para o mercado nacional, mas também para exportação, a avaliar pelo interesse de investidores nesta indústria.

A autarquia, numa reacção ao interesse dos investidores, disse confiar que Porto Novo vai “voltar a produzir” cimento pozolânico “para os mercados interno e externo, criando empregos directos e indirectos e dinamizando a economia local”.

Garantiu que as pozolanas são “uma matéria-prima de boa qualidade”, já utilizada em várias obras, não só em Cabo Verde, como também em Portugal, Angola e em Moçambique “na construção de obras hidráulicas de grandes dimensões”.

Fonte: Inforpress

 


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