José Maria Neves faz a apresentação pública da sua candidatura a presidência da República

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O candidato às eleições presidenciais de 17 de Outubro 2021, José Maria Neves, fez ontem a apresentação pública da sua candidatura, onde defendeu a necessidade da garantia do equilíbrio e da estabilidade político -governativa e prometeu ser um Presidente conciliador de conflitos, que unirá os cabo-verdianos.

Na apresentação começou por destacar os passos traçados por Cabo Verde e os ganhos que o País alcançou nos 46 anos de independência, ganhos esses que, segundo ele, contaram com o apoio e forte engajamento de todos os governantes, chefes de Estado e sociedade civil liado ao processo de desenvolvimento do País.

“A minha candidatura é um grande movimento cívico que está a mobilizar, nas ilhas e diáspora, milhares de pessoas e está a crescer todos os dias para conseguir no dia 17 de Outubro trazer novamente um novo sol no horizonte de Cabo Verde”, afirmou Neves.

Falou da importância da consolidação da democracia nas suas diferentes vertentes, tendo afirmado que as pessoas que criticam o período de ditadura durante a vigência do partido único, são as mesmas que foram colaboradores revolucionários do partido único em Cabo Verde.

“Quando ouvimos discursos revanchistas e de ódio com relação ao passado, quando observamos as pessoas a falarem de filhos de fora e filhos de dentro, que pedra não joga com garrafa, que eu apito e jogo, que existem muitos lobos vestidos com pele de cordeiro, aí, começamos a preocupar porque é um discurso de ódio, revanchismo e de exclusão”, recordou, dizendo que quer ser o primeiro embaixador da república.

Segundo ele, nisso reside a sua motivação e por isso decidiu apresentar-se como candidato as eleições Presidenciais de 17 de Outubro, afirmando que a sua forma de fazer política é diferente, e que a sua candidatura quer colocar sobre a mesa a política da amizade, da inclusão e que respeita as diferenças.

Para o ex-primeiro-ministro é fundamental, no quadro dessa política de amizade, garantir o equilíbrio, alertando aos cabo-verdianos a não colocarem todos os ovos no mesmo cesto por forma a garantir a defesa das liberdades fundamentais, da democracia e do estado de direito.

“Se tiver mais equilíbrio, cidadãos, empresas, sindicatos, enfim a sociedade civil, terá mais força, portanto, é fundamental garantirmos o equilíbrio nas próximas eleições e é por isso que sou candidato porque quero garantir estabilidade das instituições”, anunciou, prometendo ser um Presidente, presente, actuante e que irá fiscalizar as acções do Governo.

Destacou, ainda, a importância de Cabo Verde ter, nos próximos cinco anos, um Presidente da República com energia e capacidade de tomar decisões no momento certo e que será um porta-voz dos principais anseios e aspirações dos cabo-verdianos.

Reconheceu a crise que o mundo e o país enfrentam devido a pandemia, entretanto, diz ser crucial o país ter um chefe de Estado, no período pós pandemia, que irá mobilizar todos os cabo-verdianos, visando ajudar o País a vencer os desafios e a retoma do crescimento económico.

“É fundamental termos um Presidente que sugere e aconselha, e, sobretudo, irá trabalhar em cooperação com os órgãos de soberania por forma a encontrarmos soluções para resolvermos os problemas que afectam Cabo Verde neste momento”, acrescentou.

Opinião