Jorge Carlos Fonseca preocupado com banalização dos casos de infecção no país

Jorge Carlos Fonseca preocupado com banalização dos casos de infecção no país

Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on email
Email

O Presidente da República Jorge Carlos Fonseca, mostrou-se hoje preocupado com a banalização e normalização dos casos de covid-19 no país, tendo alertado contra o baixar da guarda e apelou para a manutenção da atenção nos riscos.

Durante o seu discurso na abertura de uma conferência para assinalar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa em Cabo Verde, Fonseca recordou que os primeiros casos de infeção pela covid-19, à semelhança de outros países, tiveram o condão de alarmar e unir todos numa espécie de frente única.

“Verificamos uma espécie de baixar da guarda e de convivência natural com a situação, extensível a todos, jornalistas inclusive”, alertou o chefe de Estado, referindo que as próprias notícias têm hoje outro impacto.

Apesar do processo de vacinação em curso no país, Fonseca apela a manutenção do centro da atenção nos riscos que ainda corremos.

“É verdade que não é possível manter os graus de alerta e mobilização a níveis altos durante muito tempo. Apesar do processo de vacinação em curso no país, o meu apelo vai para a manutenção do centro da atenção nos riscos que ainda corremos, nas mortes que ainda podemos evitar, e, para isso, é preciso continuar o trabalho de informar e de manter esta preocupação no topo das agendas”, apelou.

O Presidente da República destacou ainda o “trabalho abnegado” dos profissionais da comunicação, mas destacou que uma das consequências da pandemia no seio da comunicação social são as “pressões” no sentido de restrição da liberdade de informar.

Num total de 180 países avaliados, Cabo Verde ocupa neste momento a 27ª posição no índice da liberdade de imprensa. Descendo dois lugares este ano, sendo o segundo país na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e também em África.

“Se isso nos deve encher de orgulho, não nos deve fazer esquecer que já estivemos um pouco melhores”, frisou, notando que Cabo Verde tem um “nível bem elevado” de liberdade de imprensa, mas reconheceu que o país ainda tem um importante caminho a percorrer.

 

Opinião