Jorge Carlos Fonseca pede posicionamento “firme” da UA e CEDEAO face à crise política no Mali

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O presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, defendeu hoje um posicionamento “claro e firme” da parte da União Africana (UA) e da CEDEAO, no caso da crise política no Mali, que teve novos desenvolvimentos ultimamente.

Informações, essas avançadas após o encontro que manteve com o presidente do Governo Regional do Príncipe, Filipe Nascimento, quando foi-lhe questionado sobre o Dia da África e a luta contra a covid-19 no continente.

Jorge Carlos Fonseca ressaltou que essa luta só será eficaz com unidade africana, destacando que não pode haver situações como se vive no Mali com um processo de transição, com compromissos, acordos e depois haver detenção por militares do Presidente em transição, do primeiro-ministro, “em clara violação” dos acordos estabelecidos “e desrespeito” àquilo que foi assumido pelos responsáveis.

“As partes nesse país têm que se entender, têm de dialogar e a União Africana e a CEDEAO têm de ter uma posição de muita clareza e firmeza, e uma posição articulada com outros parceiros internacionais que é a única forma de se cumprir as exigências, dos militares regressarem às casernas de haver diálogo, consenso político para que a transição se realize e ao malianos tenham direito a paz, tranquilidade e ao progresso”, salientou.

Em comunicado emitido hoje e citado pela Lusa, os presidentes das comissões da União Africana e da CEDEAO declararam” profunda preocupação com a evolução da situação política no Mali, na sequência da detenção do Presidente, Bah Ndaw, e do primeiro-ministro, Moctar Ouané.

Os dois órgãos condenam veementemente este acto extremamente grave que não pode, de forma alguma, ser tolerado à luz das disposições relevantes da CEDEAO e da União Africana, razão pela qual exortaram os militares a regressarem aos quartéis.

A libertação “imediata” das duas principais figuras do Estado maliano também foi exigida pelas duas organizações.

O Presidente do Mali, Bah Ndaw, e o primeiro-ministro, Moctar Ouané, foram hoje detidos e transportados para um campo militar perto de Bamako, capital do país, por um grupo de soldados insatisfeitos com o novo Governo.

“O Presidente e o primeiro-ministro estão aqui em Kati para tratar de assuntos que lhes dizem respeito”, disse um alto funcionário militar à France-Presse (AFP), que confirmou esta informação junto de outra fonte, sob condição de anonimato.

O campo de Kati é considerado a maior instalação militar maliana e foi neste local que o antigo Presidente eleito, Ibrahim Boubacar Keïta, foi obrigado a renunciar ao cargo por um grupo de coronéis golpistas, em 18 de Agosto de 2020.

Será este mesmo grupo que está a levar a cabo o aparente golpe de Estado, nove meses depois, de acordo com a AFP.

As intenções do grupo ainda são desconhecidas. Em 2012, também o então primeiro-ministro, Modibo Diarra, foi detido por golpistas e forçado a renunciar.

Fonte: Inforpress

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