Fábrica de queijo do Porto Novo, uma referência a nível nacional

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A fábrica de queijo, ou Centro Agro-alimentar do Porto Novo, Santo Antão funciona desde a década de 90, mas veio a ser privatizado em 2016, por meio de um concurso publicou que culminou na sua reactivação, isto após uma paragem de três anos. Hoje a fábrica produz diferentes tipos de queijos de leite, chouriços, baken, linguiças e carne fumada, tendo conquistado o mercado, tornou-se numa referência a nível nacional.

A fábrica emprega directamente onze pessoas. Sua produção é essencialmente baseada em vários tipos de queijos de leite de cabra, chouriços, linguiças, baken e carne fumada, produtos esses que já constituem uma marca nacional e tem chamado a atenção dos turistas.

Adquirido na sequência de um concurso publico, há quatro anos e com um investimento a volta dos trinta mil contos, hoje a empresa consegue penetrar no mercado em todo o território nacional. Os produtos são vendidos em diferentes ilhas de Cabo Verde, sobretudo nos grandes hotéis, destacando como maior cliente a ilha do Sal.

Em entrevista ao Santo Antão News, João Santos, um dos sócios do Centro Agro-alimentar, avançou que antes da privatização a fábrica esteve encerrada cerca de três anos de modo que foi necessário retomar a produção, distribuição, com a agravante da seca prolongada. O empresário salientou que apesar das dificuldades, a empresa tem conseguido os seus objectivos.

A fábrica está neste momento localizada em Branquinho, cidade do Porto Novo, mas por forma a garantir maior segurança pública, irá ser deslocalizada para Lajedos, interior do concelho do Porto Novo. A deslocalização tem a ver com frequentes reivindicações por parte da vizinhança que tem reclamado da poluição.

O empresário João Santos sublinhou que inicialmente foi encontrado uma solução juntamente com os vizinhos, que seria subir as chaminés mais quatro metros, entretanto a solução encontrada não foi suficiente para a resolução do problema de forma definitiva. Não obstante esta situação, o empresário deixa saber que apesar do funcionamento da charcutaria e defumagem ser residual, a volta de três quatro vezes ao mês, continua a resistência entre os vizinhos.

O entrevistado garante que estão fazendo tudo para que a fábrica seja deslocalizado o mais rápido possível para poder libertar o edifício e tranquilizar os moradores.

Já foram feitas as avaliações do edifício e do terreno em Lajedos, em valores mais ou menos iguais, tendo sido aceite pelos empresários, apesar de exigir grandes investimentos numa nova fábrica, no transporte do pessoal. Por outro lado, vai ser também possível fazer alguma produção própria que sempre foi um dos objetivos da fábrica do Porto Novo, frisou o empresário.

João Santos garantiu que as obras para a construção da nova fábrica que vai ser erguida no antigo viveiro de Lajedos terá início ainda na primeira semana de Janeiro e que estará concluída no final do terceiro trimestre.

Opinião

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