Defensores da criação do município da Ribeira das Patas propõe novo debate sobre esta ideia lançada em 2015

Defensores da criação do município da Ribeira das Patas propõe novo debate sobre esta ideia lançada em 2015

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Os promotores da ideia de criação do concelho da Ribeira das Patas, no Porto Novo, pretendem trazer de volta ao debate esta proposta, numa altura em que se tem questionado sobre os frágeis indicadores de desenvolvimento deste município.

Porto Novo, com 557 quilómetros de extensão, ocupando uma área de mais de dois terços da ilha de Santo Antão, é um dos municípios mais extensos do País e com elevadas taxas de desemprego e de pobreza, uma das razões que tem levado muitos munícipes a defender a divisão deste concelho em dois, com vista a “reduzir as assimetrias regionais”.

“Será que não é momento de, numa forma descomplexada, trazer o assunto para debate?”, questiona João Baptista Fortes, um dos defensores do município da Ribeira das Patas, para quem “alguma coisa diferente precisa acontecer” para que “o desenvolvimento seja uma realidade” no Porto Novo.

João Baptista Fortes, empresário, integra um grupo de cidadãos naturais da Ribeira das Patas, defensor da ideia, lançada em 2015, de criação de mais um município em Santo Antão, com sede nesta vila, com três mil habitantes.

Em 2006, o fórum pensar Santo André, com sede na Ribeira da Cruz, uma das freguesias do concelho do Porto Novo, recomendou a criação do município com o nome Santo André.

Ou seja, nesta década e meia, surgiram já duas propostas de divisão do Porto Novo em dois municípios, sendo que a primeira surgiu há 15 anos, quando um fórum sobre Santo André, em Ribeira da Cruz, propôs a elevação dessa freguesia à condição de concelho.

Numa altura em que se discute a necessidade de inverter os indicadores de desenvolvimento do concelho do Porto Novo, que, segundo as autoridades locais, estão “bem abaixo da média nacional”, ressurge a ideia lançada pela sociedade civil de divisão deste município em dois.

Em 2018, num encontro de reflexão sobre a regionalização, promovido pela Assembleia Municipal do Porto Novo, foi levantada a necessidade de criação de mais dois municípios em Santo Antão, como forma de “reduzir as assimetrias regionais”.

Nesta altura, foi defendida a ideia de criação de mais dois municípios em Santo Antão, sendo um no Porto Novo e outro em Ribeira Grande, como forma de, além de reduzir os desequilíbrios existentes com relação a outras regiões do País, ainda travar “o processo acelerado de despovoamento” da ilha.nte:

Fonte: Inforpress

Opinião