“Cabo Verde tem de ser nosso orgulho”, um olhar de Miguel Sousa

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Cabo Verde tem de ser nosso orgulho. A geração a que eu pertenço tem de saber entregar a bandeira desse orgulho nacional aos jovens (e os explicar) fazendo-os acreditar que Cabo Verde será aquilo que nós quisermos, em pouco tempo: um pais desenvolvido, com um PIB a ultrapassar os 10 mil dólares por habitante, se soubermos utilizar o que de melhor temos: as nossas mulheres e homens – os Quadros Cabo-verdianos espalhados pelo mundo inteiro.

Mais de um milhão de Cabo-verdianos reside na diáspora em mais de 25 países e, seguramente, mais 2/3 do total da nossa Diáspora reside e trabalha em países desenvolvidos, por isso podemos afirmar com alguma propriedade de que é legítimo o nosso sonho de fazer do nosso país, um país desenvolvido, porque mais de metade do nosso povo já vive em espaços desenvolvidos do mundo.

E, como é evidente, nessa nossa imensa diáspora vivem quadros de alto valor, que competem nesses mercados e atingem, em certos casos, níveis de excelência e de destaque extraordinários nas suas actividades, que se fossem convidados a instalar e a manter o seu segundo centro de interesse económico, no seu país de origem, ou no país (em alguns casos no país já dos seus pais e dos seus avós), ainda que se mantivessem a relação com esse centro de interesse na proporção de Pareto 80/20, aportariam um valor agregado enorme nessa tarefa legítima de ver o nosso país, ainda, nessa geração, (e mesmo por imitação e/ou por simples influência e desejo legítimo desses nossos concidadãos que vivem em países desenvolvidos), ser um país de economia de mercado livre e desenvolvida.

Por isso, é com profunda convicção (se a nossa Diáspora for chamada ela saberá responder positivamente) que aceitei o desafio de dar a minha contribuição, no sentido de apoiar um Congresso Internacional de Quadros Cabo-verdianos, que se quer atrativo por que inovador, tendo como meta juntar, nos dias 21, 22, 23 de maio, no mínimo 500 Quadros Cabo-verdianos que, num diálogo com os Quadros residentes, e mediado pelas Universidades Cabo-verdianas instaladas no nosso país, pode ajudar, por via da educação, da ciência, da tecnologia e do conhecimento acumulados em Cabo Verde e nos países de acolhimentos da nossa Diáspora, a debater a melhor forma de se transferir e de se instalar conhecimentos de que o país precisa para dar esse salto que todos nós almejamos.

Com o comprometimento de Quadros da Diáspora, de elevado valor, como a Dra. Maria Silva, a Doutora Raffaella Gozzilino, o Dr. Hugo Barbosa, de entre tantas outras personalidades ilustres, Membros da Comissão Executiva da OIQC, Organização Internacional de Quadros, fundada para cumprir essa missão, em parceria com as instituições, com os seus pontos focais em Cabo Verde e nos 25 países onde reside a nossa Diáspora, com a UNICV, a UNI-PEAGET, a UNI-MINDELO, a UNI-SANTIAGO, demais Universidades e instituições de ensino superior em Cabo Verde, o Parlamento Nacional, o Governo da República, a ANMCV, as ONG’ s, o Sector Privado, as empresas públicas, a sociedade em geral e com o Alto Patrocínio do Senhor Presidente da Republica, vai-se poder, neste Congresso, prestar esse grande serviço público a Cabo Verde, em prol do seu processo de desenvolvimento sustentável.

Sob o signo dos 3T’s, “a Transnacionalidade, a Transição e a Territorialidade” dirijo-me a todas e a todos, minhas amigas e amigos, para vos convidar a participar, devendo-nos todos apoiar a iniciativa em nome de um Cabo Verde que queremos seja desenvolvido e próspero. Vamos trabalhar para trazermos a ciência, a tecnologia, o conhecimento, o que de melhor se faz lá fora para o nosso país e trabalhar para levarmos o que de melhor fazemos cá dentro, nas nossas Universidades, para partilharmos com este mundo global, e acrescentar valor, designadamente empoderando a nossa Diáspora e colocá-la, através do conhecimento, ao serviço de desenvolvimento nosso país.

Por isso, partilho a informação para levar a todas e a todos, (minhas amigas e meus amigos) esta notícia sobre o Congresso Internacional de Quadros, que se realizará no próximo mês de maio, na Assembleia Nacional, na cidade da Praia, onde se contará ter como participantes, mais 500 Quadros oriundos da Diáspora e residentes em Cabo Verde.

 

Por Miguel Sousa

Opinião

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