Bolívia: Cabo-verdiano confundido como infiltrado da oposição escapa tentativa de ser queimado vivo

Bolívia: Cabo-verdiano confundido como infiltrado da oposição escapa tentativa de ser queimado vivo

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Graças aos esforços da comunidade cabo-verdiana residente em Bolívia, o cabo-verdiano escapou a pressão de um grupo violento que o manteve sob interrogatório e investigação durante a noite de 11 de novembro. O grupo negou ouvir suas justificativas, com a intenção de lançar gasolina nele e queimá-lo vivo.

A actual crise política em que o Estado Plurinacional da Bolívia se encontra mergulhada já fez vários mortos e um grande número de feridos.

Conforme apurou o Santo Antão News, o calor dos protestos, aumentaram, levando a um saldo de dez mortos confirmados até agora, incluindo um comandante da Polícia Boliviana e mais de 500 feridos.

Foram destruídos e queimados propriedade pública e privada, violações à mulheres que participaram dos protestos, lançaram gasolina nas pessoas que manifestavam querendo queimá-las vivas, e também atentaram contra a dignidade humana daqueles que só querem viver em democracia.

A comunidade cabo-verdiana residente em Bolívia è composta, sobretudo por estudantes e há também aqueles que já construíram sua família e têm filhos. A maioria dos cabo-verdianos vive na cidade Cochabamba.

No passado dia 08 de novembro, conforme apurou o Santo Antão News, um número exorbitante de pessoas com uma ideologia semelhantes à Evo Morales se aproximou da cidade de Cochabamba para matar os habitantes.

A comunidade cabo-verdiana infelizmente não saiu ileso da instabilidade politica. De acordo com a nossa fonte, no dia 11 de novembro, um dos cabo-verdianos foi confundido como um infiltrado da oposição.

Um grupo violento o manteve sob interrogatório e investigação durante a noite. No entanto, eles não queriam ouvir suas justificativas, então eles queriam adicionar gasolina e queimá-lo vivo.

“Entramos em contato com uma equipe de migração na Bolívia, que nos disse para tentarmos descobrir com que federação ele estava sendo mantido, para que tentássemos conversar com eles e esclarecer que não era um infiltrado. Basicamente, eles nos disseram que resolvermos nós mesmos a situação”, relata a nossa fonte.

Ainda de acordo com a mesma fonte, conseguiram o nome de um presidente cívico dessa comunidade, através do contato de uma amiga boliviana.

Quando as chamadas telefônicas não foram atendidas, tiveram que escrever para o telemóvel dele em espanhol com o nome completo e o número de telefone dessa amiga, cuja família é bem conhecida dos habitantes locais, e também o nome do presidente cívico dessa comunidade.

O cidadão cabo-verdiano, que preferem não identificar, só veio a ser libertado a 12 de novembro, após as 12 horas. O mesmo teve que percorrer cerca de 150 quilómetros a pé para chegar à cidade de Cochabamba onde reside.

Atribulada a comunidade ficou orando por calma e clareza para enfrentar qualquer situação adversa.

A comunidade pede intervenção do Governo cabo-verdiano no sentido de intervir caso ocorrer alguma situação adversa. “Qualquer um de nós está exposto ao perigo devido à situação, por isso pedimos a quem de direito, para estar em estado de alerta para uma possível intervenção para o nosso bom abrigo, porque a tendência é piorar e a violência está aumentando” adianta a nossa fonte.

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