Académico justifica museu do emigrante com necessidade de preservar memórias dos ex-emigrantes

Académico justifica museu do emigrante com necessidade de preservar memórias dos ex-emigrantes

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O professor António Silva, radicado na Holanda, justificou hoje a criação do museu histórico do emigrante santantonense com a necessidade de pesquisar, registar e preservar as memórias dos jovens santantonenses, maioritariamente homens, que emigraram entre 1954 e 1974.

“É nossa obrigação prestar atenção a essas vidas esquecidas e apagadas das nossas memórias. Constatamos, com muita tristeza, que muitos dos testemunhos de vidas se perderam irreversivelmente, mas ainda estamos a tempo de recuperar muito material histórico da nossa emigração”, defende esse académico santantonense.

Para o professor António Sílica, é preciso “agir rapidamente”, uma vez que muitos testemunhos de vidas se poderão perder, devido à idade e também a eventuais problemas de saúde que afectam muitos dos ex-emigrantes.

Disse que os mentores da iniciativa precisam de “apoio” para “pesquisar as memórias dos ex-emigrantes santantonenses, através de entrevistas, vídeos, fotos e depoimentos orais.

“Acreditamos que muito material poderá ser recolhido em Cabo Verde junto dos familiares dos ex-emigrantes, mas também acreditamos que, grosso modo, o material útil terá que ser recolhido por nossos conterrâneos junto das respectivas comunidades, na diáspora”, concluiu.

A criação do museu do emigrante santantonense, insere no projecto “Santo Antão e Diáspora” que propõe ainda instituir o prémio anual de inovação santantonense, a gala “Santo Antão Business Innovation Olympiad” e o festival da emigração.

Opinião